Rejuvenescimento Facial como funciona?

Para entender o processo do envelhecimento da pele é preciso compreender a influência das alterações hormonais, o desgaste do sistema imunológico e a ação dos radicais livres com o passar dos anos.

Assim como o corpo possui características específicas em cada fase da vida, a pele – o maior órgão do corpo humano – também apresenta aspectos típicos em cada faixa etária, que requerem cuidados essenciais.

Para a médica dermatologista Ana Cristina Fasanella, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia “O descaso com a pele é um dos pecados que as mulheres, em geral, ainda cometem. Depois, o esforço para recuperar a integridade da pele e retardar o envelhecimento será redobrado. Assim, quanto mais cedo a mulher começar a utilizar cosméticos e filtro solar, melhor será no futuro”.

A especialista é enfática ao afirmar que limpar, hidratar e proteger-se do sol equivalem, hoje, a passar fio dental e escovar os dentes, ou tomar banho, lavar os cabelos e cortar as unhas. ”Cuidar de pele é um hábito essencial, que reflete significativamente no bem-estar e na saúde da mulher”, completa a dermatologista.

Para saber como a pele feminina se comporta a partir dos 20 anos e os cuidados que se dever ter a cada faixa etária, a Dra. Ana Cristina Fasanella apresenta as características e necessidades que cada uma tem. Confira!

Aos 20 anos

É uma pele de mista a oleosa, com tendência à acne e de aparência firme. “A partir dos 25 anos, entretanto, a pele começa a perder, em média, 1% da produção de colágeno ao ano, substância responsável pela sustentação da derme. Se houver intensa exposição solar, esse processo será acelerado”.

Necessidade

Limpeza intensa, no mínimo duas vezes ao dia, com produtos que regulem a oleosidade e uso de protetor solar.

Aos 30 anos

A herança genética, hábitos de vida saudável como boa alimentação, pouca exposição solar, não fumar e fazer atividade física podem refletir numa pele semelhante a que se tinha aos 20 anos. Mas, como a maioria não é tão afortunada é nessa idade que surgem as primeiras rugas finas ao redor dos olhos, na testa e no sulco que divide as bochechas dos lábios. As manchas acastanhadas em forma de sardas ou maiores no rosto, como o melasma, podem começar iniciar nas que têm tendência, principalmente, após a gestação”.

Necessidade

Precisa de limpeza, proteção solar, hidratação com renovação celular suave e atenção especial à área dos olhos.

Aos 40 e 50 anos

Neste período o corpo começa uma fase de transição entre um período reprodutivo e o não-reprodutivo, marcada pela diminuição de suas principais funções ovarianas: ovulação e síntese de hormônios (estrógenos e progesterona), o que acarreta algumas transformações físicas e até psíquicas.

A dermatologia já estudou os efeitos desse hipoestrogenismo, pois a pele é um órgão altamente dependente dos estrógenos, comprovando o aceleramento no envelhecimento cutâneo dessa fase. Basicamente, verifica-se uma diminuição do número de fibroblastos, responsáveis pela produção das fibras colágenas e elásticas e, consequentemente, a pele vai perdendo sua elasticidade, espessura e resistência.

A camada córnea mais superficial e a hipoderme também diminuem em espessura. As mais importantes alterações ocorrem no calibre dos pequenos vasos sanguíneos, que vai se estreitando e reduzindo o fluxo do sangue que nutre a pele para realização do metabolismo celular.

Essa mudança afeta a capacidade que as células da pele têm de reter a água, assim como desacelera a produção de sebum e suor pelas glândulas sebáceas e sudoríparas, respectivamente. Tudo isso na pele se traduz clinicamente em ressecamento, opacidade, rugas, flacidez, perda de volume, elasticidade, brilho, viço e rosado natural, maior sensibilidade a escoriações, efeitos da radiação UV solar, e menor poder de cicatrização e eliminação de manchas. O processo de perda do colágeno continua acelerado.

Necessidades

A pele precisa de limpeza, proteção solar, hidratação com renovação celular intensa e atenção especial à área dos olhos, contorno facial e pescoço.

Fonte: Dra. Ana Cristina Fasanella, é médica dermatologista – CRM 74335. Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia